sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O Príncipe - de Nicolau Maquiavel (1469-1527)

O Príncipe
Nicolau Maquiavel
Cap. VI - Dos Principados novos ...
pp 35, Ed. E.A.

... e não esqueçamos que não há coisa mais difícil de tratar, de êxito mais duvidoso nem de manejo mais perigoso do que aventurar-se alguém a impor novas instituições, pois aquele que as impõe tem como inimigos todos a quem a ordem antiga aproveitava e como tíbios defensores apenas os que poderão aproveitar da Nova. A tibieza destes últimos resulta, em parte, do medo aos adversários que tem as leis por eles e, em parte, também, da incredulidade dos homens, que não acreditam verdadeiramente numa coisa nova enquanto não vem realizada uma experiência firme.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

J. Kenneth Galbraith - The Great Crash of 1929

Aqui seguem mais alguns excertos do livro acima indicado:

«Booms (explosões artificiais de procura ou de preços), note-se, não são travados antes de terem começado. E depois de começarem o acto (de travagem) aparecerá sempre, como aconteceu aos assustados homens da Direcção da Reserva Federal em Fevereiro de 1929, como uma decisão a favor do imediato e contra a morte futura. Como já vimos, a morte imediata não tem apenas a desvantagem de ser imediata mas também a de identificar o executor.(TGC-JKG-pp206)

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Em 1929 o Professor Dice (Charles Amos) observava: As pessoas comuns acreditam nos seus líderes. Nós já não olhamos para os capitães da indústria como engrandecidos bandidos (Rober Barons). Não temos ouvido a sua voz no rádio? Será que não estamos familiarizados com os seus pensamentos, ambições e ideais, tanto que eles no-los expressaram quase como se o comunicassem a um amigo? Esse sentimento de confiança é essencial para um boom.

Quando as pessoas estão cautelosas, questionadoras, misantropas, suspeitosas ou serenas são imunes ao entusiasmo especulativo. (TGC-JKG-pp187 / 8)
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As organizações reguladoras, como as pessoas que as integram, tem um marcado ciclo de vida. Na juventude são vigorosas, agressivas, evangelistas, até mesmo intolerantes. Mais tarde elas amaciam e, em idade avançada - depois de uns 10 ou 15 anos - tornam-se, salvo algumas excepções, ou em braço armado da industria que regulam ou em estruturas senis.»

terça-feira, 22 de junho de 2010

Lições sobre Dinheiro e Democracia

Num mundo quase completamente dominado pelo dinheiro o que nos ensina o Mestre?

Jesus ficou tão transtornado com a visão dos cambistas no templo que entrou e começou a virar-lhes as mesas e a expulsá-los com um chicote, sendo esta a única vez durante todo o seu ministério que temos notícia de Ele ter usado a força.
O que teria levado o grande pacifista a tornar-se tão agressivo?

Durante muito tempo foi pedido aos judeus que pagassem o imposto do templo com uma moeda especial chamada “shekelshekel”. Era uma moeda que pesava meia onça de prata, sem imagem gravada do imperador pagão. Esta era para eles a única moeda aceitável por Deus.
Mas, porque havia somente um número limitado destas moedas em circulação, os cambistas estavam num mercado de compradores e, tal como aconteceria com qualquer outro bem escasso, eles puderam aumentar o preço até ao máximo suportável pelo mercado.

Os cambistas fizeram enormes lucros com o seu monopólio destas moedas e transformaram este acto de devoção (do pagamento do imposto do templo) num escárnio lucrativo. Jesus viu isto como um roubo ao povo e proclamou toda aquela cena como “um covil de ladrões”.*

Uma vez aceite o dinheiro como forma de compra e venda, aqueles que produzem, emprestam e manipulam esse dinheiro em grande quantidade ficam obviamente numa posição muito forte. Eles são os “Trocadores de Dinheiro” (cambistas).

*Mt 21:13, Mr 11:17, Lu 19:46

The History of Money – part 1
No sítio da organização não-lucrativa XAT
(tradução livre do capítulo JESUS FLIPS (many coins) 33 A.D.)