sábado, 10 de agosto de 2013

Praia das Milícias (S. Miguel Island - Azores – Portugal)




Praia das Milícias  08/2013
(Milícias Beach)
S. Miguel Island - Azores – Portugal


Na Freguesia de S. Roque (ou Rosto do Cão), a escassos 4 quilómetros de Ponta Delgada, encontra-se esta lindíssima praia incrustada no meio urbano local.
Dotada da maioria das convenientes e modernas infra-estruturas; possuidora de excelentes arranjos paisagísticos e limpa de forma exemplar, constitui um local excelente para quem procura sol numa praia pública, com limitada procura e com água limpa a 22 graus (Verão).

Não possui à sua volta a frequente e moderna (pesada e incaracterística) cortina de alojamentos e equipamentos turísticos mas, talvez por isso, mantêm um charme especial e uma ligação àquilo que sempre foi: um local de lazer urbano costeiro tipicamente Açoriano.












 A silhueta costeira de S. Roque, apesar de ainda manter formas, cores e organização, já se encontra pontuada por modernas intervenções urbanísticas. Felizmente que na sua maioria foram de bom gosto, não invasivas nem geradoras de “cortinas/barreiras” junto das orla costeira, como aconteceu noutros locais de Ponta Delgada. Por aqui a inserção da via costeira não só protegeu a costa como deu novos usos e dignidade a locais que, tradicionalmente, tendiam para alguma “pobreza” de tratamento.

 




A Toponímia – “Praia das Milícias” tem origem facilmente descortinável nos sinais do passado que, teimosamente, vão resistindo à avalanche das alterações modernas.
Restos de “muralhas” defensivas e baterias de artilharia ainda marcam presença desde tempos de desembarque de pirataria nas praias e baias da Ilha. Pena é o seu estado de degradação e desatenção por parte de quem tem tutela sobre estes assuntos mas de quem se espera, ainda, oportuna correcção.





Independentemente de se encontrar ou não nos catálogos ou roteiros do “Surf” Europeu, a verdade é que as condições aqui são as que estão à vista nas fotos que se seguem: não como local para grandes competições ou aventures mas sim para segura e espectacular diversão.

 
















Do lado poente, junto do Igreja de S. Roque, um pequeno e pitoresco areal local, com acesso directo pela nova avenida e seguro para nadadores menos “experientes”.














Do lado nascente, mas próxima da Lagoa, fica outra praia, no Populo, fica outra praia que, embora pequena, beneficia das mesmas amenidades que a das Milícias.
Estas duas, ligadas entre si por via marginal, estão equipadas de bares e restaurante e garantem a possível segurança através da presença diária de “nadadores-salvadores”.
Por aqui a evolvente é dotada de algum exotismo, com a presença de Araucárias centenárias “Araucaria heterophylla” possivelmente plantadas em antigas propriedades de veraneio na "Atalhada".









Entre uma paisagem costeira suburbana e a agressividade das formas vulcânicas corroídas por milénios de agitação marítima, a variedade morfológica do local é mais do que suficiente para imprimir uma marca inapagável em qualquer pessoa que por aqui passe com propósito lúdico ou com espírito de observação da natureza.









quarta-feira, 5 de setembro de 2012

FLAVIUS ATLANTIKUS: Pico Insel - Klettern auf den Vulkan - 2351m - Sommer 2012 - Azoren-Archipel - Portugal

Paisagens da Ilha do Pico - Verão de 2012 - Arquipelago dos Açores - Portugal

Pico Island Landscape - Summer 2012 Azores Archipelago - Portugal

 
Se existe zona do arquipélago dos Açores onde a vivência insular se faz sentir, esta é no Grupo Central (de Ilhas), grupo que incluem as ilhas do Faial, Pico e S. Jorge - e, de forma mais afastada, a Graciosa.

Embora se use estas publicações como locar de deposição de fotografias e memória daquilo que nos tocou positivamente, por vezes deparamo-nos a procurar aquilo que de especifico por aqui nos tocou. E, aqui, nos Açores, no Grupo Central de Ilhas, há algo de específico, que a natureza criou e que a "globalização" ainda não mascarou.

Este arquipélago é, evidentemente, uma zona bastante afastada, não só das grandes concentrações humanas e respectivas dinâmicas, como de muitos dos recursos básicos de vida. A globalização de tudo, inclusivamente das imagens, comunicação e da circulação de padrões estéticos e culturais, chega tarde aqui e, por vezes, nem chega. Se por alguma razão isso é mau, por outras talvez seja bom: tendências e modas fugazes, destinadas a alguma "pesca" sazonal, morrem antes de cá chegar.
Com isto pretendo dizer que, nestas ilhas, de alguma forma o mundo é visto de forma diferente do olhar tipicamente "continental". Apesar de toda a evolução das comunicações e meios, o horizonte marítimo continua a impor o seu respeito e distanciamento; o perímetro da ilha continua a relembrar que o fundamental do investimento pessoal deve orientar-se para dentro - e que a família e as "tribos" amigas estão ali à volta, nas outras duas ou três Ilhas, ao alcance até dum barco a remos.

Este sentimento captamos de firma mais intensa no Pico do que nas outras vizinhas. Por aqui continua-se a notar a escassez de recursos materiais em terra e o imenso mar circundante. Por aqui continuam a notar-se os ecos da luta passada pela sobrevivência assim como sinais da satisfação de viver, mesmo neste confinamento. Por aqui as pessoas habituaram-se a viver bem, com o pouco que aparece disponível. Por aqui a globalização estética e a instalação desenfreada de equipamentos/técnicas exógenas não facilmente domináveis pelos locais, não teve solo fértil. Muito do que aqui existe, continua a ser possível manter em actividade, mesmo em situação de corte umbilical com outras paragens.




Apesar de não termos uma ideia segura de como é durante o Inverno, nesta altura (verão) a aproximação aérea à pista e o desembarque, com bom tempo, são a primeira calorosa saudação de boas vindas.




A caminho da Madalena, um exemplo da parcimonia na adaptação de cada recanto a zona de recreio maritimo e balnear. Nada de piscinas milionárias, aqua-parques maritimos nem barreiras marginais de alojamento em altura. Aqui pode dar-se expressão a qualquer genuino gosto de fruição da natureza maritima estival, em cenário genuinamente local, sem a invasão da estética "intercontinental" e das ilusões de luxo que, de forma consistente, uma região como esta não pode comportar nem sustentar.

Quem aqui vem vê isto, como unico, pela primeira vez - e não mais um solário maritimo igual a milhares de outros espalhados entre o sul da Turquia  o Algarve. Aqui a unica coisa que não se encontra é o luxo; mas encontra-se imenso daquilo que as zonas luxuosas não conseguem adquirir.

 

E, depois de chegados, depois de feitas as compras básicas na Madalena, dirigimo-nos a S. Roque e, como caminho, adoptamos a estrada marginal - pelo Lagido.
Se existe zona exótica nesta ilha, esta é ela. Baseada em manto de lava preta, com o interior florestado ou ocupado por vinhas e com as zonas marginais ainda de rocha salgada e calcinada exposta, por aqui a sensação do insular é diferente. A cota desta plataforma é muito baixa, permitindo olhar-se para S. Jorge com uma perspectiva que ilude e encurta imenso a distancia. É aqui, no Lagido, que o Pico é completamente diferente das outras Illhas.







Mar de lava solidificada à beira mar 

















Se existe uma forma de celebrar, de sublinhar, de relembrar, de realçar, de valorizar aquilo que de especifico uma região possui, essa é evitando exagerar na escala dessa celebração. Ao contrário da da grandiosidade insustentavel e inexplicavel,  por exemplo, das obras dos Capelinhos (Faial), por aqui o Museu do Vinho do Pico cheira a vinho, cheira ao Pico, cheira ao mundo rural onde esta actividade existiu ... e não a mais um investimento inutil, patrocinado por agentes exógenos à exploração e resultados da sua implantação.

Aqui sente-se que quem entra, o faz num mundo com sinais duma realizade vivida por outros e não num palco de fantasia moderna, onde tudo se esfuma com o desaparecimento do maná do subsidio das organizações governamentais. E a acrescer  a esse ambiente fisico, adiciona-se o da selecção de pessoal conhecedor da matéria e da reapectiva história, duma simpatia e charme inescediveis; se não fosse pelos seus dotes de persuasão, muita gente passaria sem experimentar o "Frei Gigante, o "Terras de Lava" ou o Buraca.













Os primeiros a chegar (para o fim de semana das festas do Cais de Agosto) tinham-se precavido, levando transporte proprio.


E chegamos a S. Roque, à belissima Pousada da Juventude, antigo Convento Franciscano, secularizado no inicios do secula XIX.










Parque de campismo - Furna - S. Roque




Existe muito alojamento turistico nas redondezas com configuração semelhante a esta ...


A Furna (S. Roque). Local simplesmente espectacular ... sob várias perspectivas.







Centro da Vila, junto ao porto, cais, Fábrica/Museu e Clube Naval




A almoçar por aqui, no Clube Naval, com a vista para o Canal, é excelente opção (se não existirem as continuas obras no porto.

E, depois do almoço, porque não uma visita ao Museu (Armações Baleeiras)?


Não queriamos deixar de relembra a "Residencial Montanha", que nos acolheu durante dois dias e cujo ambiente nmuito contribuiu para o nosso fascinio pelo Pico e pela Vila de S. Roque.

Já conheciamos esta planta e respectivo fruto (uma especie de abacaxi) mas  nunca vimos tantas e tão bem adaptadas como no logradouro da residencial.






Uma visita breve aos suburbios ...


 


Antes da subida ao vulcão era prudente fazer uma visita à estrada do Mato e avaliar a paisagem da montanha mais de perto. Se o "adversário (a subida da montanha) se afigura valente, é prudente estudá-lo, previamente.

Conteiras, afinal, existem em quase todas as ilhas ..


São Jorge, e o seu canal ...




A Estrada da Montanha (E-W)



S. Jorge (e Graciosa) vista da estrada de acesso à Casa da Montannha.




Continuando a costa Norte, em direcção a nascente: S.to Amaro ao longe ...



Por qualquer razão que remonta aos primórdios da ocupação da ilha, chamam a estas superficies de lava cobertas de vegetação - Mistérios


Chegados a Santo Amaro, para além dos vários portos e solários nas localidades proximas, levavamos o propósito de visitar os antigos estaleiros navais, presentemente reduzidos a Museu.


 
 

 


 
No extremo nascente, a Ponta da Manhenha e o farol.



Calheta de Nesquim - e as suas belissimas piscinas naturais.
Consequencia das imagens
da "Baleação" no Pico, geradas pelos livros de Dias de Melo, onde este local ocupa um espaço importante, tinhamos obrigatóriamente de vir aqui. E valeu bem a pena ... pois os ecos do passado ainda se sentem ... e o "ecossistema" humano predominate maritimo-costeiro também.









E, assim, se continuou pela costa Sul, em direcção às Ribeiras e às Lages









Que me perdoem se me engano, mas julgo tratar-se da Ribeira Seca e da sua belissima zona balnear, natural (Porto da Aguada?).



















Ribeiras












E chegamos às Lages (costa Sul).




e ao Clube Nautico ... e Baleeiro.



Por aqui a cultura da caça à baleia ainda se mantem como identificação local. As canoas mantem-se em impecavel estado de manutenção e as tripulações treinadas para as competições desportivas de verão.








O recreio nautico a a actividade turistica associada à aprocimação da vida dos cetáceos, está bens patente e instalada.





No dia anterior, alguns de nós já havia visitado a Vila ... e
Museu dos Baleeiros. Mas isso não nos impediu de lá voltar.














E, como as horas passam, é hora de jantar e há ainda um aniversário para comemorar, na Madalena, são horas de continuar, Rumo a S. João, S. Mateus e Madalena.




E a noite promete, para aqueles que decidiram trepar a montanha esta tarde e lá pernoitar.



A ligação viária à Madalena estava esplendida. E a noite clara, iluminada pelo por-do-sol ajudava imenso.


No Pico as  vias publicas (Estradas Regionais) para além de estarem em excelente estado, exibem um cuidado no desenho e tratamemto dos espaços marginais notável.

Faial, e Castelo Branco, ao fundo.



Ao passarmos pela "Criação Velha"/"Areia Larga" fizemos uma breve paragem no portinho e no famoso restaurante "O Ancoradouro".



E somos chegados à Madalena onde, por um lado a sombra cobre a montanha e, pelo outro alguns veleiros se abrigam, com a bela vista da Horta e Praia do Almoxarife (Faial) ao fundo.




Após cinco dias, incluindo uma ida ao Faial, a vontade de ficar mais algum tempo era grande. Mas obrigações pessoais calendarizadas para S. Miguel obrigavam a partir.
E como as condições metereológicas excelentes que se faziam sentir, nada melhor que embarcar no navio "Express Santorini" (q bem podia chamar-se Expresso do Pico) e Rumar às Velas de S. Jorge e percorrer a costa desta ilha a caminho da Terceira











Sobre a subida à montanha/vulcão:
http://flaviusvb.blogspot.com/2012/12/subida-ao-vulcao-da-ilha-do-pico-2351m.html

No proximo capitulo, viagem de regresso

FLAVIUS ATLANTIKUS: Sea trip from the Central Group Islands (Pico and S. Jorge) - Summer 2012 - Azores - Portugal


MAPAS