sábado, 30 de agosto de 2014

Foz da Ribeira (Boca da Ribeira) - 2014 - S. Miguel - Açores (Azores)



Na ilha do Pico, durante os últimos 25 anos, foram aproveitados quase todos os pequenos portinhos para lhes adicionar a valência de espaços balneares. E fizeram-no mantendo, tanto quanto possível, o clima gráfico, a ligação à natureza e ligação às antigas actividades e funções.

Em S. Miguel esse espírito não se notou com intensidade relevante. O pouco que se fez, fez-se em grande e com desenho esterilizado, "tipo - art-cubiste" ou "obra portuária maciça". O mesmo grafismo que se pode encontrar em "milhões" de sítios espalhados pelos 4 cantos do planeta. E encontram-se facilmente vários exemplos disso ao longo do perímetro da ilha.

A Foz da Ribeira, e o que resta do porto do Arnel (do Farol), no Nordeste, ainda resiste
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Na foto acima ainda se nota o que resta da "Fajã da Ovelha", a poente do acesso ao Farol.
Em 2018, das 3 casas de que há memória terem lá existido ainda exitem as ruínas de uma.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Vila Franca do Campo - Açores 2014 (Azores)

Vista da ermida de Nossa Senhora da Paz - e doutros cantos.




Primeira capital da Ilha (até ao terramoto/subversão de 1552) e Vila com posição importante ao longo dos séculos no contexto social e económico insular.

Desse cataclismo destruidor, poucos sinais ficaram - a não ser a ideia de que a vida (aqui ou noutro sitio qualquer) contem riscos, incluindo naturais.
http://www.cvarg.azores.gov.pt/noticias/Paginas/cms_125_Investigadores-reconstituem-a-historia-da-destruicao-de-Vila-Franca-do-Campo-484-anos-depois-da-tragedia.aspx



A marca de Vila Franca é o seu Ilhéu. E, se calhar, foi o abrigo náutico que se conseguia à volta  deste Ilhéu que fez com que se tornasse a primeira aglomeração urbana importante nesta ilha. Com o passar to tempo essa valência perdeu para a concorrência - mas ficou o símbolo e o exotismo geológico que atrai "multidões" em tempo de recreio.
 

 
Vila Franca sofreu alterações significativas nas últimas décadas. Os "genes" e sinais de proximidade rural foram sendo sobrepostos com sinais de cosmopolitismo, possível com a onda dinheiro da União Europeia disponível para organismos públicos e com o acesso quase ilimitado ao crédito bancário por parte da Autarquia, do Governo e, também, de alguns particulares. Em consequência dessa inédita (e quiçá perigosa) fartura, apareceu o complexo da Vinha da Areia (Aquaparque e piscina coberta), o porto de recreio (Marina), o novo porto de pesca, o molhe de protecção dos dois portos (de pesca e marina), o "Açores Arena" e urbanizações confinantes, a nova "Via-Rápida  / SCUT" e outros de menor relevância.

 


Os espaços rurais e a vida dependente da agricultura/fruticulta, nomeadamente a banana, a vinha e o ananás foram cedendo lugar à vida dependente (funcionalismo, e dinheiro, público), promovida e expandida pelo Estado/Governo Regional/Autarquia após a integração Europeia. Os sinais da gráfica urbana dirigiram-se, consequentemente, para o lazer, entretenimento, veraneio e alguma exibição, sobrepondo-se aos símbolos das passadas valências e autonomia local.

 
Vila Franca sofreu alterações significativas nas últimas décadas. Os "genes" e sinais de proximidade rural foram sendo sobrepostos com sinais de cosmopolitismo, possível com a onda dinheiro da União Europeia disponível para organismos públicos e com o acesso quase ilimitado ao crédito bancário por parte da Autarquia, do Governo e, também, de alguns particulares. Em consequência dessa inédita (e quiçá perigosa) fartura, apareceu o complexo da Vinha da Areia (Aquaparque e piscina coberta), o porto de recreio (Marina), o novo porto de pesca, o molhe de protecção dos dois portos (de pesca e marina), o "Açores Arena" e urbanizações confinantes, a nova "Via-Rápida  / SCUT" e outros de menor relevância.

Apesar da onda de transformação das últimas duas décadas, ainda persistem alguns dos "genes" dos últimos dois séculos. As indústrias conserveiras (apesar do novo porto) e de cerâmica desapareceram, assim como a maioria das vinhas, mas mantém-se ainda presença visível de plantações de banana e estufas de ananás.



A melhor vista da Vila é daqui: da ermida de Nossa Senhora da Paz.



 Junto à Marina está a "Praia das Francesas", ou da "Vinha da Areia", onde confluem a maioria daqueles que deste concelho, ou doutras paragens, desejam torrar ao sol e com tempero salgado.
O “Aquaparque”, a funcional parcialmente, ainda atrai muita rapaziada. Apesar do sufoco financeiro desta autarquia
(dívida), espera-se que este não seja o seu último ano de vida.
 
 

 
 
 
 
 




terça-feira, 26 de agosto de 2014

Parque Urbano de Ponta Delgada - Açores (Azores)

Peça interessante do equipamento urbano da cidade. Generosa nas dimensões e construida "sem limitações de orçamento" por parte da Câmara Municipal de Ponta Delgada.
Pena é que tenha uso muito limitado. E talvez a culpa não seja dos utilizadores mas de quem não prestou atenção àquilo que potenciais utiulizadores procurariam ou desejariam. Terá sido erro de marqueting?  ... ou convicção de que a população "compra" tudo??
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 Importar granito, oriundo de lugares afastados mais de dois mil quilómetros, para "decorar" um parque destes com estas esculturas "cubistas" é só para quem pode pagar - e a Câmara M.P.D., pelo que parece, podia.
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Ponta Delgada vista daqui tem outra imagem. Trata-se da linha limite entre o urbano e o sub-urbano. Não é Fajá de Cima nem Fajã de Baixo - nem tão pouco S. Sebastião (Matriz) ou S. Pedro. Parece ser um "Limbo" ao adeuado a alguns moradores da Fajã de cima e Calço da Furna

 
 

 
 
 Instalações de Golfe (Driving Range) sem uso e inutilizado por concertos do tipo "Tony Carreira" e "Anselmo Ralf". Restaurante do Clube-House (de 5*) fechado for falta de procura. Seria difícil prever este desfecho antes de decidida a construção?