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quinta-feira, 10 de maio de 2018



Vasco Pulido Valente, em “De mal a pior” (2016)
Nota da distribuidora Wook sobre o auto
r:



“Vasco Pulido Valente recusa aceitar mansamente a forma como o Estado pretende mandar na vida de todos, proibindo o tabaco, combatendo a comida pouco saudável ou forçando cada pessoa a zelar pelo seu corpo, quer queira quer não. Ao constatar que, na sociedade actual, «o indivíduo morreu», protesta e lamenta: «Não fui feito para isto»”.


Talvez seja uma raridade no mundo da crónica jornalística e editorial. Embora com acidez, enxerga desassombradamente o obvio, e talvez por isso tenha tantos seguidores nos jornais onde escreve.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Time & Civilizations















sexta-feira, 6 de abril de 2018

As "nossas" ovelhas e cordeiros
 


quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Os "Prós-e-Contras" 
do desviar o olhar jornalístico daquilo que é relevante!


sexta-feira, 12 de maio de 2017

EXAMES

"Os exames assustam até os que estão optimamente preparados, porque o arqui-imbecil é capaz de perguntar mais do que o que o mais sábio dos homens pode responder."

Charles Caleb Colton. (1780-1832)

terça-feira, 14 de março de 2017

You bet II

 


Sortido de Thomas Sowell





You bet!






quarta-feira, 20 de julho de 2016

A estatística e o biquini.

As estatísticas são como os biquinis: 
dão uma ideia mas escondem o essencial!

Contos Proibidos - Memórias de um PSD desconhecido

Aguarda-se, "ansiosamente", pela escrita e publicação do novo "best seller" a denominar "Contos Proibidos - Memórias de um PSD desconhecido", com a participação especial de Anibal, Loureiro, Lima & Comp, S.A. no elenco de "actores".

Não confundir com os "Contos proibidos do Marquês de Sade" ou com os "Contos proibidos : memórias de um PS desconhecido", de Rui Mateus.

Fernando Pessoa e a Verdade da Mentira

PORTUGAL, VASTO IMPÉRIO - Um inquérito nacional
A resposta de Fernando Pessoa:
(...)
IV - Sim ou não o moral da Nação pode ser levantado por uma intensa propaganda, pelo jornal, pela revista e pelo livro, de forma a criar uma mentalidade colectiva capaz de impor aos políticos uma política de grandeza nacional?

Na hipótese afirmativa, qual o caminho a seguir?
Há só uma espécie de propaganda com que se pode levantar o moral de uma nação — a construção ou renovação e a difusão consequente e multímoda de um grande mito nacional. De instinto, a humanidade odeia a verdade, porque sabe, com o mesmo instinto, que não há verdade, ou que a verdade é inatingível.  

O mundo conduz-se por mentiras; quem quiser despertá-lo ou conduzi-lo terá que mentir-lhe delirantemente, e fá-lo-á com tanto mais êxito quanto mais mentir a si mesmo e se compenetrar da verdade da mentira que criou. 


“Sometimes people don't want to hear the truth because they don't want their illusions destroyed." Friedrich Nietzsche


sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Vasco Pulido Valente


O romantismo voltou - VPV - in PUBLICO
11/09/2015
Um debate
12/09/2015
A doença de Portugal
13/09/2015

"Vinte e cinco anos depois da queda do Muro, o romantismo político voltou. Para ficar

A gente vária e geralmente analfabeta que manda na televisão e nos jornais decidiu que o debate entre o dr. António Costa e Passos Coelho seria decisivo para a campanha e, naturalmente, para a eleição. Claro que não foi. Foi um espectáculo no Museu da Electricidade, caótico e repetitivo, que não “esclareceu” ninguém.

Cada um dos candidatos representou a personagem que lhe estava destinada – António Costa a de chefe popular com um programa debaixo do braço e de quando em quando uma ocasional berraria; e Passos Coelho a de estadista paciente e sereno que mete na ordem um secretário de Estado incómodo. Os portugueses parece que gostaram mais de Costa do que de Coelho, porque detestam a autoridade e gostam de lhe assobiar às canelas do outro lado da rua.

Do essencial não se falou. António Costa não se permitiu explicar com que dinheiro vai emendar as desgraças do seu pobre país – ponto que também não interessou aos jornalistas que alegadamente “dirigiam” o debate. E Passos Coelho também não se deu à excessiva franqueza de nos confessar o que se propunha fazer do país nos próximos quatro anos. Nada disto espanta. Os portugueses só têm uma pergunta na cabeça: vamos ficar pior com o dr. Costa ou com Passos Coelho? Pelas cenas do Museu da Electricidade, ficou a impressão de que o público que gosta de engenharia social (e Costa levou rolos de papel com os planos todos) simpatizou mais com a aventura tradicional da esquerda: a de partir alegremente com um mapa errado para sítio incerto. Em compensação, a horrenda espécie de criaturas que não se mete em sarilhos sem contar o dinheiro muito provavelmente preferiu Passos.

Acabado este intermédio, que pouco se distinguiu do concerto de uma banda qualquer, a zaragata irá continuar. Os candidatos e a sua tropa pregarão a sua mezinha, insultarão o próximo e, jurando que não prometem, continuarão como de costume a prometer, perante a indiferença do cidadão comum. O grosso do eleitorado ficará em casa, olhando com indiferença o desvario do pequeno bando que nos quer governar. Nós, por acaso, sabemos que o protectorado de Bruxelas não acabou e que uma crise nos mercados financeiros pode arruinar num minuto os mais perfeitos sonhos de homens e de ratos. Vinte e cinco anos depois da queda do Muro, o romantismo político voltou. Para ficar.
"


Um debate
"O público e os comentadores gostam de excitação e de alarido, como os pacóvios gostam de ver desastres."



"Não se percebe por que razão o jornalismo português (profissional ou amador) resolveu achar que António Costa tinha ganho a Passos Coelho.

A ideia parece ser que um debate é uma espécie de altercação de taberna em que ganha quem der mais murros no adversário e se mostrar, de maneira geral, mais malcriado e belicoso. Se este modelo se aplica a uma discussão sobre o Estado e a vida dos portugueses nos próximos cinco anos, temos, de facto, razão para desesperar. António Costa gritou e esbracejou mais do que Passos Coelho. E Passos Coelho foi falando com uma certa serenidade e não permitiu que, da parte dele, a conversa degenerasse num chinfrim com o primeiro-ministro. Mas, dizem os peritos, perdeu. O público e os comentadores gostam de excitação e de alarido, como os pacóvios gostam de ver desastres.

Veio a seguir um coro geral de lamentações. Afinal, o debate não tinha esclarecido ninguém. Primeiro, porque se discutiu durante muito tempo a personagem de Sócrates (um argumento absurdo). Segundo, porque os portugueses não perceberam metade do que ouviram (a reforma da segurança social, a saúde, a troika, a dívida pública e por aí fora). Só que, se não perceberam, o único critério que lhes ficou foi a intensidade do barulho dos dois cavalheiros em presença. E isto para não entrar no capítulo das mentiras, que ferveram do princípio ao fim: sobre a bancarrota, sobre o pedido de resgate, sobre o “memorando”, sobre o melancólico facto de que, à mais pequena crise nos mercados financeiros, não haverá dinheiro para as salvíficas promessas de Costa ou para os sonhos sem sentido de Passos.

Não passou pela cabeça dos jornalistas que “presidiam” ao debate com a sua insuportável embófia perguntar às duas notabilidades que ali putativamente discursavam ao país onde tencionavam arranjar o dinheiro para a redenção da Pátria. Ao contrário do que um observador ingénuo talvez concluísse, em todo aquele espectáculo, digno de Las Vegas (e tirando uns 600 milhões que faltam à segurança social), não se ouviu a imunda palavra “dinheiro” uma única vez. Vivemos numa situação periclitante em que o menor abano pode deitar tudo abaixo. Mas naquela arena (não sei que outra coisa lhe devo chamar) não se mencionou a Europa, a América ou a China. Apesar da retórica sobre a “globalização”, Portugal acaba em Badajoz. E o dr. Costa e Passos Coelho, coitados, suspeito que também.
"

segunda-feira, 6 de julho de 2015

A Festa Brava - e o referendo Grego.

Com este artigo na revista Visão, Ricardo Araújo Pereira quase que passou a merecer nome de rua em Lisboa.

Eh, toiro lindo! Olha o Tsipras!


"Portugal olha para o Syriza como o rabejador olha para o forcado da cara. Estamos com muita esperança no desgraçado que vai lá à frente e leva uma boa cornada do touro mas, com sorte, talvez consiga imobilizá-lo de modo a permitir que nós seguremos no lado do bicho que não aleija. É possível que esta metáfora tauromáquica seja injusta e não faça sentido. Não percebo o suficiente de tourada mas, agora que penso nisso, ser rabejador envolve muito mais coragem do que a que reconheço a Portugal (e a mim). Há que agarrar na ponta do boi que escoiceia. E, sem ajuda, fazer tudo para que os companheiros possam largar o toiro sem que o animal invista sobre eles. Não, Portugal não é o rabejador. Portugal é o forcado que aparece no fim da faena, já depois de o bicho estar morto, para se servir de umas fatias de acém, e que, se o animal calha a ter um espasmo, ainda faz xixi nas calças. Não sei como se chama esse forcado, mas somos nós. Angela Merkel, nesta metáfora, é o bovino. Neste ponto, não é necessária muita imaginação.
Ao que nós chegámos. Uma coisa é esperar o aparecimento de um rei falecido há séculos, outra é contar com um heleno para nos conseguir melhores condições de vida. Que é feito das fantasias tradicionais portuguesas? Onde estão as ilusões nacionais de antanho? É certo que a probabilidade de Portugal beneficiar da acção de Alexis Tsipras acaba por ser maior do que a do regresso de D. Sebastião, mas quão fracos têm de ser os nossos mitos para que um grego de 40 anos os substitua tão facilmente?
Felizmente, podemos contar com o nosso primeiro-ministro. Passos Coelho não espera nada de Tsipras. Não faz sentido combater a austeridade, porque a austeridade é nossa amiga. Dizer que a dívida é impagável é de uma desfaçatez impagável. O desemprego, o aumento da dívida e o incumprimento das metas do défice são fruto da má vontade da realidade, que se recusa a colaborar com o caminho certo. Desejar outra coisa é inútil e perigoso. Poderia gerar desemprego, aumento da dívida e incumprimento das metas do défice. Deus nos livre. De acordo com o primeiro-ministro, as ideias do Syriza são "um conto de crianças". É possível, não digo que não. Mas as ideias de Passos Coelho são, como sabemos, um filme para adultos. E o traseiro que o protagoniza, infelizmente, é o nosso."


sábado, 28 de março de 2015

Doors of Perception - and - The Island / Aldous Huxley



Island 
(1962) 
by 
Aldous Huxley



 THE DOORS OF PERCEPTION
 (1954) 
by 
Aldous Huxley
 


"If we could sniff or swallow something that would, for five or six hours each day, abolish our solitude as individuals, atone us with our fellows in a glowing exaltation of affection and make life in all its aspects seem not only worth living, but divinely beautiful and significant, and if this heavenly, world-transfiguring drug were of such a kind that we could wake up next morning with a clear head and an undamaged constitution-then, it seems to me, all our problems (and not merely the one small problem of discovering a novel pleasure) would be wholly solved and earth would become paradise."
ALDOUS HUXLEY

"Two thousand pharmacologists and bio-chemists were subsidized. Six years later it was being produced commercially. The perfect drug. Euphoric, narcotic, pleasantly hallucinant. All the advantages of Christianity and alcohol; none of their defects. Take a holiday from reality whenever you like, and come back without so much as a headache or a mythology. Stability was practically assured."
ALDOUS HUXLEY ( Brave New World )

"Rational and kindly behavior tends to produce good results and these results remain good even when the behavior which produced them was itself produced by a pill."
ALDOUS HUXLEY ( Brave New World Revisited, in Moksha: Writings on Psychedelics and the Visionary Experience, New York, 1977, p. 99 )


"What fun it would be if one didn't have to think about happiness!"
World Controller Mustapha Mond ( Brave New World ) 


"An intellectual is a person who has discovered something more interesting than sex."

"Who lives longer? the man who takes heroin for two years and dies, or a man who lives on roast beef, water and potatoes 'till 95? One passes his 24 months in eternity. All the years of the beefeater are lived only in time."

"Happiness is like coke - something you get as a by-product in the process of making something else."

"Dream in a pragmatic way."

"Good is a product of the ethical and spiritual artistry of individuals; it cannot be mass-produced."

"Great is truth, but still greater, from a practical point of view, is silence about truth. By simply not mentioning certain subjects... totalitarian propagandists have influenced opinion much more effectively than they could have by the most eloquent denunciations."

"You shall know the truth, and the truth shall make you mad."

"To his dog, every man is Napoleon; hence the constant popularity of dogs."

"The vast majority of human beings dislike and even actually dread all notions with which they are not familiar... Hence it comes about that at their first appearance innovators have generally been persecuted, and always derided as fools and madmen."

"Technological progress has merely provided us with more efficient means for going backwards."

"One of the many reasons for the bewildering and tragic character of human existence is the fact that social organization is at once necessary and fatal. Men are forever creating such organizations for their own convenience and forever finding themselves the victims of their home-made monsters."

"It's with bad sentiments that one makes good novels."

"Ignore death up to the last moment; then, when it can't be ignored any longer, have yourself squirted full of morphia and shuffle off in a coma. Thoroughly sensible, humane and scientific, eh."

"I'm afraid of losing my obscurity. Genuineness only thrives in the dark. Like celery."

"Idealism is the noble toga that political gentlemen drape over their will to power."

"A belief in hell and the knowledge that every ambition is doomed to frustration at the hands of a skeleton have never prevented the majority of human beings from behaving as though death were no more than an unfounded rumor."

"Experience teaches only the teachable."

"I wanted to change the world. But I have found that the only thing one can be sure of changing is oneself."

"The more powerful and original a mind, the more it will incline towards the religion of solitude."

"Maybe this world is another planet's hell."
ALDOUS HUXLEY
1894 - 1963