segunda-feira, 18 de junho de 2018

As Costas Insulares Vulcânicas - do Temperado Atlântico Norte. Ponta Delgada - 06.2018
 

Estas paisagens não passam pela vista do turista comum, mas representam boa parte daquilo que os ambientes costeiros das Ilhas Açorianas são.
Nas ilhas do Grupo Central este tipo de ambientes está entranhado no imaginário de residentes e passa para o dos visitantes. Mas, por S. Miguel, nem tanto. Apenas algumas incitativas de transformar estes "ecossistemas" em produtos de "deslumbramento" ou "fascínio" foram levadas a cabo pela Ilha Maior (o nosso aplauso para o Caloura Hotel e outras iniciativas nas redondezas).  


Se calhar é bom que não se dê muita notoriedade a isto - senão aparecem por aí bandos de "ambientalistas" a reclamar, a "Bem da Nação", uma centenas de novos planos e regulamentos, e umas avenças, contratos, gabinetes com ar-condicionado, carrinhas, estudos e viagens a outras paragens, para se habilitarem a fazer cumprir as novas imposições.

Enquanto essas "aves" não aparecerem, não se manifestarem muito ou não se agregarem a "Valores-mais-altos", continuaremos a ter o prazer de fruir esta paisagem e natureza. 

Esperemos que não aparecem muitos "grandes investidores" a contratar estudos a alguns desses "especialistas tutores do interesse alheio" para, cirurgicamente, desafectaram dos seus "Feudos de protecção" aquilo que entenderem que o "valor" do estudo justifica. Se “casamentos” desses ocorrerem (entre "profissionais protectores ambientais e urbanos" e "aves-de-arribação") , com a “legitimidade” que o regime lhes pode dar, desta costa poucos vestígios poderão sobrar.

























sábado, 16 de junho de 2018

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“All Spain’s fans could do, after it was over, was applaud. There was no sense wallowing in disappointment, worrying about what it all might mean. Spain had victory snatched away at the last moment, denied a cathartic moment by its nearest neighbor, and yet there was no bitterness, no sorrow: only admiration, and awe. Sometimes, it is not the winning, but the taking part.

(…) And when the final whistle blew, the stadium stood: not just the clusters of Portuguese fans, not just the neutrals and the Russians, but the Spanish fans, too, in those blood-red jerseys. They applauded their own team, of course; there was enough encouragement there to see the bigger picture, to believe that the tumult of the last few days may not be fatal to their hopes.

But when Spain’s players had left the field, and Portugal’s stood in the center circle, the Spanish fans remained standing, and they kept clapping, as every single Portuguese player sought out Ronaldo, to clasp his hand, to ruffle his hair, as though just to touch him was to brush against something holy.

They do not mind that he attracts — demands, really — all of the attention. They do not mind being in the supporting cast, just as those Spanish fans did not mind providing the audience for the three acts of his one-man show. Sometimes, it is a pleasure simply to be there; sometimes, it is a pleasure just to sit back and watch. And at the end, sometimes there is nothing to do but applaud.”

terça-feira, 12 de junho de 2018

Dia de Portugal - Nos Açores
 
Bem representativas do sentimento e do espírito Açoriano, as palavras do Presidente do Governo Regional (dos Açores), Vasco Cordeiro, proferidas na recepção ao Corpo Diplomático, no âmbito das Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, na presença de S.Exa o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
Ponta Delgada - 09.06.2018.



“Em nome do Povo Açoriano, sejam todos bem vindos ao Palácio de Sant’Ana, sede da
Presidência do Governo da Região Autónoma dos Açores, para celebrarmos Portugal.
Há quase 600 anos que aqui estamos e, desde o início, a evidência foi que, aqui, Portugal é diferente.
Nuns casos, por nós, noutros, por outros, aqui, Portugal é diferente.
Não esquecemos de onde viemos, nem ignoramos onde estamos.
Mas, sobretudo, sabemos quem somos.
A História e a Geografia deram nos forma, mas é o “intenso orgulho na palavra
Açor”, nas palavras de Sophia de Mello Breyner, que dá o sopro de vida a esta identidade que empunhamos.
E esse orgulho não é vão, nem é vazio.
É, desde logo, o orgulho que pode ter, é o orgulho que tem quem aqui resiste.
A tempestades e a terramotos;  vulcões e a piratas;
De quem já resistiu à fome, às pragas, à solidão e, em alguns casos, ao esquecimento;
Resiste e persiste, reconstruindo, reerguendo, refazendo.
Esse é o orgulho de quem tem uma aguda consciência de si próprio.
E essa aguda consciência de nós próprios talvez por estarmos sós na vastidão do Atlântico ou, talvez, simplesmente, por em tantas voltas da vida, termos estado simplesmente sós, é, no fundo, quase como que a chama eterna, o fogo sagrado que anima o Povo Açoriano.
E neste “intenso orgulho na palavra Açor” está também o orgulho do que demos e do que damos pelo nosso País.
Demos Presidentes da República, cientistas e militares;
Demos embaixadores, ministros e escritores;
Demos pensadores, políticos e poetas;
Demos Homens e Mulheres desconhecidos que, nas Américas e não só, pelo seu suor e pelas suas lágrimas, afirmaram e afirmam Portugal aí;
Demos guarida ao último reduto da nacionalidade e fomos ponto de impulso para as batalhas pela modernidade;
Demos homens e demos jovens que, por Portugal, deixaram a sua vida num qualquer campo de batalha, e que, mesmo quando aí não deixaram a vida, em muitos casos, deixaram partes de si próprios, do corpo ou do espírito.
E tudo isto fizemos sem nunca impormos condições nem moedas de troca.
Tudo isto fizemos “com um intenso orgulho na palavra Açor”.
E, se tudo isso demos no passado, hoje continuamos a dar.
Os Açores são terra de mar.
Damos dimensão estratégica e damos importância pela terra que temos e pelo mar que trazemos.
Nesta nova fronteira, que já suscita a cobiça de muitos, Portugal é o que é, porque os Açores são o que são.
Damos empenho e damos território na construção de pontes e parcerias para a paz, para a ciência e para o conhecimento.
Damos testemunho de uma Autonomia que foi, é e quer mais ser por causa dos desafios que já venceu, mas, sobretudo, por causa dos desafios que quer vencer.
Damos presença em áreas de vanguarda da exploração e do conhecimento espacial, reforçando a importância e a mais valia de Portugal.
E é por tudo isto , e por tanto mais, que não podem restar dúvidas que, aqui, Portugal é diferente.
E não queremos que deixe de ser Portugal, mas também não queremos que deixe de ser diferente.
Porque esta nossa diferença não nos diminui em nada.
Porque, no fundo, é esta nossa diferença, do que somos como Povo e como Região, que faz Portugal mais forte!
E é por tudo isto que hoje digo, que hoje podemos dizer,
Vivam os Açores
Viva Portugal!”