quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

As responsabilidades
relativas ao Ilegal, Imoral ou Impopular.

Aplicar-se-á a visão de Fernando Pessoa a todos os Portugueses... ou apenas às "cliques" que dominam o rectângulo a partir de Lisboa ou a partir das capitais de "Província"?
 
 
Mas serão necessárias figuras que suportem essas responsabilidades associadas a actos "negativos"? É dificil descansar enquanto não se encontra o culpado por uma qualquer "dor". 
Para isso foi criada a "instituição" de " "Bode Espiatório". Este "mártir"  encarrega-se de libertar os "salvadores" do peso de "condenada" consciência - partindo e carregando com as culpas para o deserto e morrendo por lá com elas todas. 
Esses "Bodes" tanto podem ser pessoas como instituições ... inclusivamente Partidos Politicos. 
Bodes destes são como os pneus de socorro: é sempre bom ter um à mão. Ao não atribuir um nome ao causador de uma dor, deixando-se a coisa associada a um cliché como erro de gestão, falta de provas, prescrição derivada de especial complexidade, está-se perante potencial encerramento precário ou não definitivo do assunto. O Bode quando é enviado para o meio do deserto nunca mais volta.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Finding and meeting

"Of course, to meet a person is a gift of fate.
But people do not meet - they find each other. Little by little, they find a child lost in childhood looking for their relatives scattered all over the world ...
If people spent a little more energy trying to find and discover what unites them, and not to multiply what divides them, perhaps we would be able to live in peace."


© Antoine de Saint-Exupery

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

PORTO SENTIDO
e o rio ... Douro

Quem vem e atravessa o rio
Junto à serra do Pilar
vê um velho casario
que se estende ate ao mar
(...)





























 
Quem vem e atravessa o rio
Junto à serra do Pilar
vê um velho casario
que se estende ate ao mar

Quem te vê ao vir da ponte
és cascata, são-joanina
dirigida sobre um monte
no meio da neblina.

Por ruelas e calçadas
da Ribeira até à Foz
por pedras sujas e gastas
e lampiões tristes e sós.

E esse teu ar grave e sério
dum rosto e cantaria
que nos oculta o mistério
dessa luz bela e sombria

Ver-te assim abandonada
nesse timbre pardacento
nesse teu jeito fechado
de quem mói um sentimento

E é sempre a primeira vez
em cada regresso a casa
rever-te nessa altivez
de milhafre ferido na asa

Rui Veloso

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Metáfora das crianças que vão crescendo ...